Morreu neste domingo (1º), aos 77 anos, de câncer, Joseph Lapid, ex-ministro da Justiça de Israel e um dos mais proeminentes jornalistas do país sobrevivente do Holocausto. Lapid nasceu Tomislav Lampel em 1930 na antiga Iugoslávia, de pais húngaros. A família foi presa pelos nazistas quando Lapid era criança e ele passou a guerra num gueto em Budapeste. Ele sobreviveu com sua mãe e ambos emigraram para Israel em 1948.

Lapid foi ministro da pasta de Justiça e foi vice-primeiro-ministro no governo de Ariel Sharon após as eleições e 2003. Lapid renunciou em dezembro de 2004 em protesto contra a decisão governamental de transferir dinheiro aos fundamentalistas, no que os analistas interpretaram como um estratagema de Sharon para formar uma nova coalizão a fim de aprovar o esvaziamento da Faixa de Gaza.

Lapid deixou a política para se dedicar ao conselho do Yad Vashem, o Museu do Holocausto de Jerusalém. "A lembrança do Holocausto foi uma parte básica da identidade de Lapid", disse o presidente deste centro, Avner Shalev, em comunicado. O pai de Lapid morreu durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) em um campo de concentração nazista, de onde ele se salvou no último momento, porque sua mãe o escondeu em um banheiro. Lapid, que emigrou ao Estado de Israel no mesmo ano de sua criação, em 1948 "foi um judeu dos pés à cabeça, que viveu e respirou o destino e o futuro judaico ao longo de sua vida", disse o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, durante o Conselho de ministros.