O político austríaco ultranacionalista Jörg Haider, cujo discurso na década de 1990 provocou críticas de que seria simpatizante do nazismo, morreu neste sábado (11) em um acidente de automóvel em Caríntia, região em que era governador. Haider, de 58 anos, vinha ganhando espaço no cenário nacional, adotando uma linha mais moderada, quase dez anos após a inclusão de seu partido no governo ter provocado sanções da União Européia. Haider estava sozinho no automóvel e morreu após sofrer ferimentos na cabeça e no tórax, apesar de usar cinto de segurança.

O carismático Haider era líder da facção de ultradireita Aliança pelo Futuro da Áustria. “Para nós, é como o fim do mundo”, disse o porta-voz de Haider e secretário-geral da aliança, Stefan Petzner, à agência de notícias Áustria Press. Haider participou de um evento na cidade de Velden antes do acidente.

O presidente da Áustria, Heinz Fischer, descreveu a morte de Haider como uma “tragédia”. O primeiro-ministro, Alfred Gusenbauer, enviou condolências à família de Haider e o descreveu como alguém que deu forma à política doméstica austríaca durante décadas.

Em 1999, Haider recebeu 27% dos votos nas eleições nacionais para líder do Partido pela Liberdade. O partido foi então incluso no governo e levou a União Européia a impor sanções contra a Áustria durante meses, em conseqüência das declarações de Haider, consideradas simpáticas às politicas trabalhistas do nazista Adolf Hitler. Haider então abaixou o tom de sua retórica e em 2005 saiu do Partido pela Liberdade para formar uma nova aliança, para refletir sua mudança. Durante o último verão, Haider retornou ao cenário nacional e ajudou a aliança a ampliar sua influência nas eleições nacionais de 28 de setembro. Em Caríntia, Haider ganhou grande popularidade e acabou reconhecido pela oposição como inteligente e hábil politicamente. As informações são da Associated Press.