Sir Edmundo Hillary, o primeiro homem a escalar a montanha mais alta do mundo, morreu nesta manhã (horário local na Nova Zelândia) aos 88 anos de um ataque cardíaco. Da Nova Zelândia ao Nepal e além, amigos e fãs de Hillary, lembravam dele como um aventureiro obstinado com espírito generoso. O alpinista alcançou o pico do Everest junto com o nepalês Sherpa Tenzing Norgay no dia 29 de maio de 1953, ganhando renome como um dos maiores aventureiros do século passado.

A primeira-ministra neozelandesa Helen Clark anunciou sua morte em um comunicado que o homenageia por sua coragem, determinação e humildade. "Sir Ed se descrevia como um neozelandês comum, de modestas habilidades", disse Clark. "Na realidade, ele era um colosso. Uma figura heróica que não apenas ‘liquidou’ o Everest mas teve uma vida de determinação, humildade e generosidade".

No Nepal, onde Hillary ganhou a cidadania honorária em 2003, membros da comunidade alpina velaram sua morte. "Ele foi um herói e um líder. Fez muito pelas pessoas do Everest e região e sempre permanecerá em nossos corações", disse Bhoomi Lama, da associação nepalesa de alpinismo, em Katmandu.

Hillary passou décadas captando recursos para o Himalayan Trust, fundação que criou em 1982 para melhorar as condições de vida dos nepaleses, construindo hospitais, escolas e angariando fundos para bolsas de estudo para famílias locais. Ele não estava bem desde abril, quando sofreu uma queda numa escalada no Nepal. O governo da Nova Zelândia ofereceu à família um enterro com honras de Estado. A data do enterro ainda não foi definida.