O Presidente da Bolívia, Evo Morales, advertiu neste sábado (8) que o governo vai preparar uma “forte ofensiva” ao contrabando de Diesel e gás doméstico, e a outros atos de corrupção dentro da empresa petrolífera estatal. “O governo nacional e suas autoridades e instituição vão preparar um golpe forte à corrupção e ao contrabando”, disse Morales em seu discurso na noite de ontem em uma reunião com autoridades.

O ex-vice-presidente da Assembléia Constituinte, Roberto Aguilar, foi designado como ministro da Educação, e o ex-comandante das Forças Amadas e ex-vice-ministro da Defesa Civil, Wilfredo Vargas, como encarregado da Aduana Nacional. “Sinto que falta luta contra o contrabando, não é que falta gás, nem diesel. Lamentavelmente existe um contrabando exagerado… por isso tivemos de tirar o general Vargas do vice-ministério da Defesa para que ele cumpra a responsabilidade de combater o contrabando”, explicou Morales.

Nas últimas semanas, várias regiões do país estão sofrendo escassez e racionamento de combustíveis, sobretudo de diesel e gás doméstico. As autoridades estão atribuído essa escassez a uma paralisação na produção em conjunto com o aumento na demanda interna. Morales, porém, está atribuindo a falta de combustível ao contrabando de diesel para o Brasil e de gás doméstico para o Peru, já que seu governo subvenciona o preços destes produtos e fora de suas fronteiras o seu valor é mais alto.

Nas regiões orientais do país, principais produtoras agrícolas, são enormes as filas de pessoas nas ruas das cidades com botijões vazios em busca de gás doméstico, além de filas de veículos estacionados em postos de combustível, dois anos e meio depois da nacionalização dos hidrocarbonetos.