O ministro da Justiça da França, François Bayrou, pediu demissão do governo de Emmanuel Macron nesta quarta-feira, deixando o presidente privado de um aliado chave, que reuniu centristas para a bem-sucedida campanha eleitoral.

O partido de Bayroun, o Movimento Democrático (MoDem), está sendo alvo de uma investigação preliminar sobre alegações de ter se beneficiado de violações em relação a assessores parlamentares de integrantes do partido no Parlamento Europeu. O MoDem, no entanto, negou qualquer irregularidade.

À agência de notícias France-Presse, Bayrou afirmou que dará uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira para explicar sua decisão de sair do governo. A ministra da Defesa, Sylvie Goulard, anunciou no dia anterior que deixaria o governo. “Foi uma escolha pessoal, assim como a de Sylvie Goulard ontem”, disse Christophe Castaner, porta-voz do governo. “Isso simplifica a situação.”

Castaner também disse não saber se a ministra de Relações Europeias, Marielle de Sarnez, que também pertence ao MoDem e está sendo investigada, renunciaria ao cargo.

Bayrou apoiou a campanha eleitoral de Macron em fevereiro, dando impulso surpresa ao candidato. Uma aliança com o MoDem forneceu assentos extras ao presidente francês – o que garantiu uma maioria absoluta no Parlamento após as eleições legislativas do último domingo. Como ministro da Justiça, Bayrou apresentou uma lei para a melhoria moral da vida pública, após uma série de escândalos sobre o financiamento do partido com assessores parlamentares. Fonte: Dow Jones Newswires.