Militantes sunitas explodiram uma ponte nesta terça-feira (12) sobre a principal rodovia do Iraque, a estrada que liga o norte ao sul do país. O ataque, que não deixou vítimas, ocorreu ao norte da província de Babilônia, 60 quilômetros ao sul de Bagdá. Foi a terceira ponte atacada em poucos dias, em uma aparente campanha contra as artérias de comunicação. Cerca de 60% da ponte foi destruída, mas uma faixa da pista ainda pode ser usada. Destroços da edificação caíram e fecharam novamente a importante rodovia norte-sul, que passa embaixo da ponte. Ontem, um caminhão-bomba destruiu outra ponte, sobre o rio Diyala, em Baqouba. Nesta terça-feira, pelo menos 27 pessoas morreram em outros ataques no Iraque.

O pior confronto ocorreu entre forças americanas e iraquianas contra militantes da Al-Qaeda, na cidade de Baqouba, que fica 60 quilômetros ao nordeste de Bagdá. Os combates deixaram três soldados iraquianos e 15 militantes mortos, informaram a polícia e o hospital local. Na mesma cidade, microônibus que transportavam civis foram atacados a tiros e seis pessoas foram mortas. Duas foram feridas. Na cidade de Mossul, no norte do Iraque, um médico árabe sunita foi morto a tiros enquanto dirigia seu automóvel. No centro de Bagdá, uma bomba explodiu em uma rua e matou dois transeuntes que estavam no caminho.

Em março e abril, três das 13 pontes de Bagdá sobre o rio Tigre foram atacadas a bomba. No pior ataque, em 12 de abril, contra a ponte Sarafiyah, a estrutura entrou em colapso, carros afundaram no Tigre e onze pessoas foram mortas. Enquanto a violência continuava nesta terça-feira, o vice-secretário de Estado americano, John Negroponte, visitou Bagdá, onde pressionou o primeiro-ministro xiita do Iraque Nouri al-Maliki a dividir mais poder com os sunitas. Al-maliki afirmou que o governo iraquiano, dominado pelos xiitas, pressiona o Parlamento para que seja aprovada nova lei que dividirá com os xiitas uma parcela maior do faturamento obtido com a venda do petróleo.

Em outro evento ocorrido nesta terça-feira, o grupo Estado Islâmico do Iraque postou um vídeo em um site e ameaçou matar, em 72 horas, os 14 integrantes das forças de segurança do Iraque que mantém seqüestrados. O grupo exige que o governo iraquiano cumpra todas as suas exigências, entre as quais está a libertação de todas as mulheres sob detenção no país.