Milhares de manifestantes protestaram em cidades da Espanha neste domingo contra a alta taxa de desemprego do país e exigiram reformas políticas.

Comícios foram organizados em mais de 60 cidades por 150 organizações, incluindo sindicatos que representam os segmentos de construção, automotivo e televisivo, bem como serviços policiais e de saúde.

A polícia estimou que 20 mil pessoas marcharam na cidade de Barcelona. Não foi informado o número de manifestantes do comício em Madri. Sob o som de buzinas e tambores, os participantes gritavam palavras de ordem como “Governo, renuncie”.

O desempregado Javier Alonso, 55, que protestava neste domingo, afirmou que a reforma trabalhista do governo estava destruindo o emprego, sem promover o crescimento do país. “Tudo o que eles conseguiram foi dar aos empregadores mais facilidade para demitir trabalhadores e nós, os maiores de 50 anos, temos sido recompensados com demissões a custos baixos que simplesmente nos despejam nas ruas”, disse.

As manifestações integram uma série de paralisações e protestos contra as reformas de austeridade empreendidas pelo primeiro-ministro Mariano Rajoy, em um cenário de recessão que elevou a taxa de desemprego do país a mais de 26%.

O sindicato UGT pediu “uma mudança radical e urgente” na política econômica na Europa, assim como na Espanha. “As políticas de 2012 foram um retumbante fracasso no combate à crise e só fizeram todos os nossos problemas piores”, afirmou a entidade, em nota.

As manifestações na Espanha antecipam uma onda de protestos em toda a União Europeia convocada pela Confederação Sindical para 13 e 14 de março. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.