Mianmar nega entrada de navios dos Estados Unidos com ajuda

O comando militar dos Estados Unidos ordenou nesta quarta-feira (04) aos navios com ajuda humanitária enviada a Mianmar a deixarem a costa do país asiático após a junta militar recusar a ajuda aos sobreviventes do devastador ciclone Nargis. Um mês depois da catástrofe, calcula-se que quase um milhão de desabrigados continuam sem acesso à ajuda humanitária.

O almirante Timothy Keating, chefe do Comando Pacífico dos EUA, anunciou por meio de comunicado que o USS Essex e as embarcações que o acompanham deixarão a área depois de mais de dez tentativas fracassadas de obter autorização para entrar em águas territoriais birmanesas e entregar a ajuda.

A junta militar recusou-se a conceder permissão, alegando temer uma invasão americana para apoderar-se das ricas reservas de petróleo e gás natural do Mar de Andaman. Os generais que lideram a junta proibiram até mesmo o uso de helicópteros fornecidos por nações vizinhas amigas, apesar de o transporte aéreo ser crucial para a entrega de ajuda a isolados sobreviventes no delta do Rio Irrawaddy.

O líder do regime birmanês, general Than Shwe, se comprometeu há duas semanas com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, a agilizar a distribuição do material e permitir o acesso sem impedimentos ao delta de todos os voluntários estrangeiros.

No entanto, nove helicópteros civis das Nações Unidas autorizados pela Junta Militar há duas semanas para transportar comida e remédios ao delta do Rio Irrawaddy ainda não deixaram Bangcoc. O porta-voz do Programa Mundial de Alimentos da ONU em Bangcoc, Paul Risley, indicou nesta terça (03) que os aparelhos estarão aptos a decolar da Tailândia no final de semana.

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