A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse que vai conversar com autoridades de outros países sobre questões de imigração e reportar ao seu partido em 1 de julho.

A questão imigratória tem causado divisões dentro do partido de Merkel, o União Democrata Cristã (CDU), e o União Social Cristã (CSU), aliados há quase 70 anos.

Hoje, a chanceler da Alemanha recebeu um ultimato de duas semanas por seus parceiros de coalizão para garantir um acordo europeu que permita que a polícia alemã devolva alguns imigrantes que estão na fronteira e que possuem asilo em outros países. Merkel tem adotado uma política de portas abertas a imigrantes desde 2015, o que tem enfurecido seus parceiros. Sem esse acordo, a polícia alemã começaria a recusar imigrantes já registrados para asilo em outros países membros da União Europeia.

Merkel destacou que ela não quer ver a Alemanha se tornar alvo da volta de imigrantes unilateralmente, como seu ministro do Interior, Horst Seehofer, tem afirmado.

A chanceler alemã disse que vai realizar conversas sobre o tema na cúpula da União Europeia, marcada para acontecer nos dias 28 e 29 de junho, e dar um retorno ao seu partido no dia 1º de julho.

Durante um pronunciamento, Merkel disse que apoia o plano dos aliados conservadores da Baviera para reprimir a imigração e que busca uma resolução europeia. No entanto, ela afirmou que não aceita um sistema automatizado para mandar de volta os imigrantes.

“Concorda com o CSU em negar entrada em imigrantes registrados em outro país da UE em julho”, disse Merkel. Tais movimentos, entanto, não serão tomados unilateralmente, mas após a consulta, destacou a chanceler, acrescentando que tais movimentos também não serão levados à custa de outros. Fonte: Associated Press e Dow Jones Newswires