Manifestantes protestam com violência contra Otan

O fim da reunião de cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) concretizou o medo da violência de parte da população de Estrasburgo e Kehl, nos lados francês e alemão da fronteira, onde foi realizado o encontro. Mesmo com grande parte da cidade isolada em nome da segurança, protestos violentos ocorreram voltaram a eclodir neste sábado, deixando feridos e prédios incendiados.

Em razão da presença de manifestantes anticapitalistas e anarquistas, a região foi ocupada por 27 mil policiais, mas o contingente não conseguiu impedir todos os protestos. Nesta manhã, nas proximidades do Estádio de Meinau, a 6 quilôemtros do centro da cidade, cerca de 300 jovens, a maior parte encapuzados ou com máscaras de gás, enfrentou a polícia, as bombas de gás lacrimogêneo e os tiros com bala de borracha com pedras, barras de ferro, coquetéis molotov e morteiros.

À tarde eclodiram as ações mais graves. Uma centena de membros dos Black Blocks, uma organização de oposição à Otan, penetrou pela região da fronteira, em Estrasburgo, e incendiou um posto de polícia, um hotel, uma capela, uma farmácia e escritórios de turismo. No meio da tarde, 28 manifestantes já haviam sido presos.

Em função dos atos de violência, a obsessão com a segurança se intensificou ontem, quando as delegações internacionais chegaram à cidade. Estradas nacionais foram interditadas, e a periferia das cidades-sede foi bloqueada pela polícia. As ruas foram tomadas por centenas de furgões da polícia. Helicópteros sobrevoavam a região, e deslocamentos de autoridades eram feitos por aviões que decolavam de Estrasburgo e aterrissavam 60 quilômetros à frente, no lado alemão. Até baterias antiaéreas estavam posicionadas.

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