Milhares de estudantes e ativistas de esquerda pressionaram nesta sexta-feira (14) pela renúncia da presidente filipina Gloria Macapagal Arroyo, em Manila. Este foi o terceiro protesto no mês contra o governo de Gloria, envolvida em acusações de corrupção envolvendo ela e o marido. Muitos bispos católicos e dezenas de padres e freiras críticas ao governo se uniram aos protestos, realizados em um parque no centro da capital filipina. O Senado está investigando acusações de que a presidente, seu marido e um ex-chefe eleitoral se beneficiaram de subornos em um acordo depois cancelado com a empresa chinesa ZTE para formar uma rede nacional de acesso à internet por banda larga.

O porta-voz presidencial disse que as acusações são baseadas em boatos. O marido da presidente e o ex-chefe da comissão eleitoral – afastados no último ano após serem implicados no caso – negaram as acusações. A ZTE negou qualquer suborno. A presidente cancelou o contrato em setembro, por causa da suspeita. Segundo estimativa da polícia, havia 6 mil manifestantes, um número bem menor que os dezenas de milhares nas ruas há duas semanas, no maior protesto desde que o Senado, dominado pela oposição, começou a tomar depoimentos sobre o escândalo no último ano.