Mais de 600 pessoas foram retiradas do cerco que militares faziam à cidade síria de Homs, informou o governador da província, Talal Barrazi.

A operação faz parte de uma trégua mediada pela Organização das Nações Unidas (ONU), que começou na última sexta-feira, entre o governo do presidente Bashar Assad e rebeldes armados para permitir que milhares de mulheres, crianças e homens idosos deixem a parte sitiada da cidade e que alimentos e suprimentos entrem no local.

Apesar do cessar-fogo, dezenas de pessoas ficaram feridas enquanto esperavam a chegada dos comboios da ONU com ajuda humanitária.

Forças leais a Assad bloquearam partes controladas pelos rebeldes de Homs há mais de um ano, causando fome generalizada e muito sofrimento para a população. A cidade era um dos pontos de resistência ao presidente.

A retirada dos civis de Homs ocorre ao mesmo tempo em governo e oposição sírios chegam a Genebra e se preparam para iniciar nesta segunda-feira uma nova rodada de discussão para encerrar a guerra civil na Síria, que chega a seu terceiro ano.

Neste domingo também houve um bombardeio de helicópteros do governo sírio no norte da cidade de Alepo, controlado por rebeldes, que causou a morte de pelo menos 11 pessoas, segundo ativistas.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, com sede em Londres, diz que bombas improvisadas foram lançadas sobre dois bairros controlados por rebeldes. Entre os mortos, estão uma criança e uma mulher, disseram os ativistas. Fonte: Associated Press.