Logo após a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) anunciar censura ao programa nuclear do Irã, assessores do governo brasileiro reafirmaram hoje que a posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já é conhecida há muito tempo e ficou explícita no encontro dele com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ocorrido na segunda-feira, no Itamaraty. O presidente Lula defende de forma clara o projeto iraniano de enriquecimento do urânio para fins pacíficos.

A resolução da AIEA, aprovada por 25 dos 35 países que compõem a Junta de Governadores da agência, não motivará nem mesmo nota do governo brasileiro. O Brasil se absteve de votar. Nesta semana, Lula recebeu carta do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com críticas ao projeto nuclear do Irã. Os norte-americanos votaram pela aprovação da resolução de censura.

Assessores observaram que, na visita de Ahmadinejad, Lula defendeu o direito iraniano de desenvolver seu programa nuclear para fins pacíficos, mas não deixou de mencionar, durante coletiva à imprensa com o presidente iraniano outras posições do governo brasileiro, como a defesa dos direitos humanos e do diálogo entre os países.