Um policial do Arizona e um grupo de latinos entraram hoje com os primeiros recursos legais contra a ampla lei do Arizona de combate à imigração ilegal. O policial Martin Escobar, há 15 anos no serviço, argumenta que não há como confirmar a condição de imigrante de uma pessoa sem investigação. O processo, aberto no tribunal distrital de Tucson, afirma que a nova lei de imigração viola vários direitos constitucionais e pode limitar as investigações policiais a áreas onde há mais hispânicos.

Um grupo de clérigos latinos também abriu um processo hoje num tribunal federal em Phoenix. A Coalizão Nacional de Clérigos Latinos e Líderes Cristãos busca uma determinação que evite que as autoridades coloquem a lei em prática. O grupo alega que a lei federal é superior à regulação estadual sobre fronteiras nacionais e que a lei do Arizona viola o curso normal da lei, ao permitir que a polícia detenha suspeitos de serem imigrantes ilegais antes que sejam condenados.

Assinada na semana passada pela governadora republicana Jan Brewer, a lei exige que forças da lei locais e estaduais interroguem pessoas sobre seus status de imigração se houver razão para suspeitar que elas estão ilegalmente no país, além de tornar crime estadual o fato de estarem nos Estados Unidos ilegalmente. Eric Holder, procurador-geral, disse que o governo deve mudar a lei e que mais grupos hispânicos e de direitos civis planejam entrar com recursos.