O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, ordenou nesta quarta-feira (11) uma investigação sobre os ataques às instalações da entidade na Faixa de Gaza. A Anistia Internacional protestou, argumentando que o trabalho deve ser ampliado e incluir todas as supostas violações da lei cometidas por Israel, pelo Hamas e por outros grupos armados palestinos.

Ki-moon anunciou o início do processo para a realização de um inquérito sobre as “mortes e prejuízos nas instalações da ONU em Gaza”. O grupo de especialistas será liderado por Ian Martin, da Grã-Bretanha, que recentemente deixou o posto de enviado especial da ONU para o Nepal, e incluirá especialistas em temas legais e um especialista do setor militar.

O secretário-geral apontou que a equipe deve começar o trabalho imediatamente e entregar seus resultados em um mês. Segundo um alto funcionário da ONU em Gaza, mais de 50 instalações do organismo foram danificadas por ataques aéreos e terrestres de Israel, na operação militar de 22 dias iniciada em 27 de dezembro.

A secretária-geral da Anistia Internacional, Irene Khan, qualificou de positivo o anúncio, porém considerou a medida insuficiente. “Não são apenas as vítimas dos ataques à ONU que têm o direito de saber por que seus direitos foram violados e quem era responsável e obter justiça e reparação”, afirmou ela. “O que é preciso é uma investigação internacional abrangente que observe todas as supostas violações da lei internacional – por Israel, pelo Hamas e por quaisquer outros grupos armados palestinos envolvidos neste conflito.”