O secretário de Estado norte-americano John Kerry, que está na Arábia Saudita para conversações com autoridades sauditas e árabes, disse nesta segunda-feira que a janela de oportunidade para uma solução da questão nuclear iraniana “não pode, por definição, permanecer aberta indefinidamente”.

Mas Kerry, que reuniu-se em Riad com ministros de Relações Exteriores do Kuwait, Bahrein e Omã, assim como o príncipe Saud al-Faisal, príncipe herdeiro e ministro de Relações Exteriores saudita, acrescentou que “há tempo para resolver esta questão contanto que os iranianos estejam preparados para se comprometam com seriedade” com as propostas para neutralizá-lo.

“Mas as conversações não vão continuar por nada e as negociações não podem ser tornar um instrumento para adiamentos, o que tornaria a situação mais perigosa”, declarou ele. Kerry disse que ele e o príncipe saudita “discutimos nossa determinação mútua para evitar que o Irã adquira armas nucleares”.

Saud disse que a Arábia Saudita “apoia os esforços para resolver a crise diplomaticamente, a fim de aliviar todas as dúvidas a respeito do programa”.

“Assim, esperamos que as negociações resultem no encerramento deste problemas em vez de contê-los”, afirmou, “levando-se em conta que o relógio está andando e as negociações não pode seguir indefinidamente”.

Além da questão iraniana, Kerry, que está em sua primeira viagem ao exterior como secretário de Estado, após suceder Hillary Clinton, também discutiu a situação da violência na Síria. Ele reiterou a pressão norte-americana para que o presidente Bashar Assad deixe o poder, dizendo que Assad “está destruindo seu país e seu povo no processo de se manter no poder, que já não é mais seu”.

“Os Estados Unidos continuarão a trabalhar com nossos amigos para dar poderes à oposição síria que, esperamos, seja capaz de chegar a uma resolução pacífica, mas, caso contrário, deve elevar a pressão sobre Assad”, disse ele. Na semana passada, os Estados Unidos prometerem elevar o envio de ajuda não letal para grupos de oposição sírios.

Acredita-se que a Arábia Saudita e outros países do Golfo Pérsico estejam envolvidos no envio de armas para os rebeldes sírios, que já receberam ajuda letal do Ocidente. Esses países compartilham as preocupações norte-americanas sobre as ambições nucleares iranianas e sua crescente agressividade na região.

Kerry também vai se encontrar em Riad com o líder palestino Mahmoud Abbas, que está em visita à capital saudita. As informações são da Associated Press.