O líder da Líbia, Muamar Kadafi, pode ter deixado o país, afirmou hoje o ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague. O chanceler do Reino Unido disse que uma “informação que sugere que ele está a caminho” da Venezuela. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, e Kadafi mantêm boas relações. Não há, porém, nenhuma confirmação oficial dessa viagem.

Em Estocolmo, na Suécia, três funcionários locais da embaixada da Líbia demitiram-se em protesto contra a repressão contra manifestantes em território líbio. Os três homens anunciaram suas demissões em carta enviada para a agência de notícias sueca TT “condenando o genocídio de civis na Líbia” e pediram a funcionários de outras embaixadas que sigam seus exemplos.

Um deles, Sayed Jalabi, disse à agência de notícias Associated Press (AP) que “seria hipócrita trabalhar para o governo líbio enquanto vemos o ataque a pessoas nas ruas”.

Jalabi disse que trabalhava na embaixada como tradutor desde 2004. Ele informou que outros dois demitidos são Hamid Kassem, trabalhador da seção consular, e Abdelali Mahfouf, que atuava como secretário. Os três são cidadãos suecos.

Ninguém na embaixada líbia atendeu hoje às ligações para falar sobre o caso. No Cairo, ministro da Justiça da Líbia, Mustapha Abdeljalil, deixou o cargo em protesto contra “o uso excessivo de força” contra manifestantes no país, informou um jornal líbio.

“O ministro Mustapha Abdeljalil disse, em telefonema ao jornal Quryna, que havia se demitido em protesto contra o uso da violência e uso excessivo da força pelas forças de segurança contra manifestantes desarmados”, informou o jornal em seu site. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.