O tribunal de revisão de Florença negou o recurso da defesa do comandante do navio Costa Concordia, Francesco Schettino, e manteve-o em regime de prisão domiciliar.

O recurso, que solicitava sua libertação, foi movido pela Procuradoria de Grosseto e pelos advogados de defesa do capitão.

Até o momento, foram recuperados 17 corpos do navio que encalhou em 13 de janeiro próximo à Ilha de Giglio. Outras 15 pessoas continuam desaparecidas, sendo quatro italianos, seis alemães, dois franceses, dois norte-americanos e um indiano.

Segundo o chefe da Defesa Civil e comissário delegado pelo governo para atender às buscas após o naufrágio, Franco Gabrielli, “neste momento, as condições meteo-marítimas não permitem a atividade de busca subaquática”.

Em uma audição em uma comissão do Senado, ele explicou que a embarcação está mudando sua posição e as equipes de busca estão “estudando as intervenções para evitar o deslizamento do navio”.

Gabrielli também informou que a companhia Costa Cruzeiros, proprietária da embarcação, está colaborando com a retirada do combustível, uma vez que não quer piorar sua imagem com um eventual dano ambiental.

Ele preferiu não dar uma previsão para a retirada do cruzeiro do local, já que “não existe na literatura mundial uma situação como o do Costa Concordia”, afirmou. “Aqueles que falam de 20 dias ou três meses dizem coisas absolutamente inadequadas e infundadas”, acrescentou.