Justiça espanhola estuda processar colaborador de Bush

Um tribunal da Espanha está considerando abrir um processo criminal contra seis ex-funcionários do governo de George W. Bush, sob a alegação de que eles deram cobertura legal a torturas na base norte-americana da Baía de Guantánamo, em Cuba.

Advogados de direitos humanos levaram o caso até o juiz Baltasar Garzon, que concordou em submeter o caso à analise de promotores, disse Gonzalo Boye, um dos advogados que apresentaram a acusação.

Os funcionários acusados são o ex-secretário de Justiça Alberto Gonzales, o ex-subsecretário de Defesa Douglas Feith, o chefe de gabinete do ex-vice-presidente Dick Cheney, David Addington, os funcionários do Departamento de Justiça John Yoo e Jay S. Bybee, e o advogado do Pentágono William Haynes.

A lei espanhola permite que os tribunais do país julguem casos de tortura ou crimes de guerra ocorridos em outros países. O juiz Baltasar Garzon ficou famoso por determinar a prisão do ex-ditador chileno Augusto Pinochet, em 1998. As informações são da Associated Press.

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