A Justiça da Turquia pediu a prisão de sete generais e almirantes suspeitos de prejudicar o governo de Ancara. De acordo com a acusação, os militares de alta patente teriam se envolvido na elaboração de sites críticos ao regime do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, em 2009.

O general Nusret Tasdeles, líder do comando educacional do Exército, e o general Ismail Pekin, chefe do serviço de inteligência do Estado-Maior, estariam entre os acusados. Segundo a rede britânica BBC, as autoridades turcas esperam que os militares se entreguem nos próximos dias.

Dezenas de outros oficiais das Forças Armadas turcas já foram detidos em meio a uma investigação paralela sobre uma suposta conspiração para um golpe de Estado na Turquia.

Recentemente, o general Isik Kosander, chefe do Estado-Maior turco, e os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica deixaram seus cargos em protesto pela prisão de 22 militares que estão sendo investigados por um suposto complô contra o governo. A renúncia permitiu que, pela primeira vez, o governo escolhesse a cúpula militar.

Segundo o governo, a suposta conspiração teria sido elaborada em uma base militar de Istambul, em 2003, pouco depois de o Partido Justiça e Desenvolvimento (AKP), de raiz islâmica, ter chegado ao poder.

O Exército turco considera-se guardião da secularidade do regime político do país e já derrubou ou forçou a renúncia de quatro governos desde 1960. As informações são da Associated Press.