Justiça chilena condena repressores a 8 anos de prisão

Três oficiais e quatro sub-oficiais da reserva da Força Aérea chilena foram condenados a oito anos de prisão pelo seqüestro e desaparecimento de dois militantes de esquerda após o golpe militar de 1973.

A sentença, proferida pelo juiz Fernando Carreño, é de primeira instância e pode ser questionada junto à Corte de Apelações e, eventualmente, à Suprema Corte.

Os condenados são os comandantes Leonardo Reyes e Luis Soto, o oficial Heriberto Pereira e os sub-oficiais Jorge Soto, Luis Yáñez, Jorge Valdebenito e Enrique Rebolledo. Os sete militares cumpriam funções na Base Aérea Maquehue, da cidade de Temuco, 674 quilômetros ao sul de Santiago, onde foram vistos pela última vez com vida os militantes comunistas Jorge Aillón e María Arriagada.

A Corte de Apelações de Santiago concedeu liberdade provisória a 36 dos 98 ex-agentes da DINA, a extinta polícia secreta da ditadura de Augusto Pinochet, processados pela chamada Operação Colombo.

A Corte ratificou a decisão do juiz Víctor Montiglio, que aceitou a petição dos advogados de defesa.

A Operação Colombo foi uma manobra que, em 1975, pretendeu encobrir o desaparecimento de 119 opositores à ditadura de Pinochet, publicando seus nomes na revista argentina Lea e no jornal brasileiro O Novo Día.

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