Justiça Chilena condena 9 militares por exumação de corpos

A Corte de Apelações de Santiago condenou nesta quarta-feira nove militares da reserva a 271 dias de prisão e a uma multa de US$1 mil, pela exumação ilegal em 1978 dos restos mortais de presos políticos desaparecidos.

O episódio, conhecido como "retirada de televisores", consistiu na exumação dos corpos para desaparecer com eles definitivamente.

Foram condenados os oficiais e suboficiais do Exército, Hernán Canales, José Darrigrandi, Eliseo Cornejo, José Canario, Luis Fuenzalida, Darío Gutiérrez, Fernando Burgos, Sergio Medina e Isidoro Duran, pela exumação realizada na base militar de Peldehue, 25 quilômetros ao norte de Santiago.

Segundo a sentença, os corpos desenterrados pertenciam aos prisioneiros feitos no Palácio de La Moneda — durante o dia do golpe militar de 11 de setembro de 1973 –, os quais foram transportados até o regimento Tacna e mais tarde fuzilados no regimento de Peldehue.

O Tribunal de Apelações julgou que o episódio comprovado constitui "um crime de lesa-humanidade, por ofender os sentimentos mais íntimos do ser humano, como o de retirar o direito a uma sepultura cristã ou um enterro digno a sua condição como pessoa, e que em razão disso contraria os princípios gerais do direito e se transforma em uma preocupação da comunidade internacional".

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