Um tribunal civil no Equador condenou dois jornalistas a pagar mais de US$ 2 milhões ao presidente Rafael Correa, a título de indenização, por causa de um livro sobre supostos contratos de seu irmão com o Estado. A juíza Mercedes Pontilla ordenou que Juan Carlos Calderon e Christian Zurita paguem US$ 1 milhão cada um e um adicional de US$ 100 mil relativo aos custos legais.

Os jornalistas escreveram o livro com base em alegações de que contratos do governo, no valor de cerca de US$ 170 milhões, foram concedidos a empresas ligadas a Fabrício Correa, irmão mais velho do presidente. Rafael Correa negou que soubesse das negociações do irmão com o Estado e afirmou que os contratos foram cancelados. Ele entrou com a ação no ano passado, pedindo US$ 10 milhões como reparação.

Ramiro Aguilar, advogado dos jornalistas, disse em uma entrevista que vai recorrer da decisão. Ele não descarta ir ao Tribunal Nacional de Justiça. Calderon afirmou a jornalistas nesta terça-feira que a decisão é “desproporcional e absurda”, mas é também “um modo de punir o trabalho jornalístico”. Desde que tomou posse em 2007, Rafael Correa com frequência critica e entra em confrontos com jornalistas. As informações são da Dow Jones.