Jornalista do ‘NYT’ é libertado no Afeganistão

Um comando britânico libertou hoje um jornalista do “The New York Times”, mantido refém pelo Taleban desde que foi capturado no fim de semana no norte afegão. Um dos militares, porém, e o tradutor do repórter morreram no resgate, segundo funcionários. Com cidadania britânica e irlandesa, o repórter Stephen Farrell foi capturado junto com o tradutor na província de Kunduz, no sábado. Diversos repórteres estavam nesse local para investigar a morte de civis em um ataque dos Estados Unidos, a pedido de militares alemães, contra dois caminhões-tanque.

Dois militares afirmaram que um soldado britânico morreu durante o ataque de hoje. Eles falaram sob condição de anonimato. O “Times” informou que o tradutor de Farrell, o afegão Sultan Munadi, de 34 anos, também foi morto. O repórter do diário norte-americano não ficou ferido.

Funcionários afegãos disseram no fim de semana que aproximadamente 70 pessoas morreram quando jatos dos EUA lançaram duas bombas sobre caminhões-tanque na semana passada, causando uma grande explosão. Havia relatos de que moradores que tinham ido pegar combustível dos tanques estavam entre os mortos. Farrell foi verificar a história. O jornal não havia informado sobre o sequestro, temendo pela segurança do profissional. Outros meios também não divulgaram a informação, a pedido do “Times”.

Um porta-voz do governador de Kunduz informou que forças britânicas invadiram, no início desta quarta-feira, a casa onde o repórter e o tradutor eram mantidos, começando um tiroteio. Um comandante do Taleban morreu na ação, junto com o proprietário da casa e uma mulher que estavam dentro, segundo o funcionário. O tradutor também morreu no tiroteio. O afegão Sultan Munadi estava trabalhando para o jornalista como freelance, era casado e tinha dois filhos.

Farrell foi o segundo jornalista do “The New York Times” a ser sequestrado no Afeganistão em um ano. Em junho, o repórter David Rohde e seu colega afegão Tahir Ludin escaparam do Taleban, no noroeste do Paquistão. Eles haviam sido capturados em 10 de novembro, ao sul de Cabul, e levados para o país vizinho.

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