O ex-presidente cubano Fidel Castro criticou nesta segunda-feira (5) a criação pelos Estados Unidos da IV Frota, a qual atribuiu objetivos "intervencionistas" na América Latina.
Fidel, afastado de seus cargos de presidente e de Comandante-em-chefe devido a problemas de saúde, denunciou em um novo artigo publicado na imprensa local que o corpo naval norte-americano ameaça Equador, Bolívia, Venezuela e toda a região.
"A verdade é que a decisão de restabelecer a IV Frota foi anunciada na primeira semana de abril, quase um mês depois de o território do Equador ser atacado com bombas e tecnologia dos Estados Unidos e por pressão sua", escreveu Fidel.
"Pior ainda: o fato acontece quando é quase unânime o repúdio à desintegração da Bolívia promovida pelos Estados Unidos", disse.
Ele disse que a IV Frota terá em seu raio de ação cerca de 30 países, "cobrindo 15,6 milhões de milhas quadradas nas águas da América Central e do Sul, no Caribe e suas 12 ilhas, México e os territórios europeus deste lado do Atlântico".
Segundo Fidel Castro, a nova frota busca "enviar uma mensagem à Venezuela e ao resto da região".
"Os porta-aviões e as bombas nucleares com as quais ameaçam nossos países servem para semear o terror e a morte, mas não para combater o terrorismo e as atividades ilícitas", opinou o ex-presidente.


