O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, afirmou hoje que o país não tem o desejo de alterar o Acordo de Schengen, que permite a livre circulação de pessoas na maioria dos países da União Europeia (UE). No entanto, Berlusconi acrescentou que algumas modificações nas regras desse tratado podem ser apropriadas, para lidar com questões como as imigrações em massa de pessoas de países em dificuldade.

O premiê italiano falou em Roma, ao lado do presidente da França, Nicolas Sarkozy, após uma reunião entre os dois. Sarkozy concordou com a declaração de Berlusconi, dizendo que as regras de movimento e imigração podem ser ajustadas, assim como os membros da UE fizeram para criar uma moeda comum e para fortalecer a governança econômica na região.

As tensões entre Itália e França aumentaram com a chegada recente na Itália de muitos imigrantes e refugiados vindos de Líbia e Tunísia. Berlusconi disse que ele e Sarkozy firmaram uma carta, que será enviada ao presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, pedindo a revisão da postura da UE sobre imigração e também sobre o auxílio a países em dificuldades na costa sul do Mediterrâneo. As informações são da Dow Jones.