Um ex-ministro de Segurança Interna de Israel, Avi Dichter, que atualmente é um parlamentar do Partido Kadima (centro-direita) no Knesset, cancelou uma viagem à Espanha para evitar uma possível prisão por crimes de guerra. Dichter deveria liderar uma delegação israelense que participaria, a partir da próxima quinta-feira, de uma conferência de paz na Espanha. Só que na Espanha Dichter enfrentou acusações de crimes de guerra, por ter ordenado, em 2002, um ataque aéreo contra a Faixa de Gaza, no qual foram mortos um comandante do Hamas e 14 civis.

O tribunal espanhol derrubou a acusação, mas o porta-voz de Dichter, Nisan Zeevi, disse hoje que a Espanha não garantiu que o israelense não seria preso. Vários advogados pró-palestinos entraram com ações por crimes de guerra e crimes contra a humanidade contra funcionários israelenses em tribunais de países europeus. As ações não prosseguiram, mas fizeram com que vários funcionários cancelassem viagens com medo de serem presos.