Soldados israelenses retiraram-se do norte da Faixa de Gaza nas primeiras horas desta segunda-feira, depois da sexta noite consecutiva da ataques contra o território. A ofensiva contra rebeldes palestinos resultou na morte de quase 120 pessoas e levou os dirigentes palestinos a suspenderem os contatos de paz. Civis compunham quase a metade dos mortos. Militantes do grupo islâmico Hamas declararam vitória e festejaram na Cidade de Gaza mas autoridades israelenses afirmaram que o recuo é temporário e advertiram que a ofensiva poderá ser retomada em breve caso os disparos de foguetes contra cidades israelenses não pare.
"O que aconteceu nos últimos dias não foi um evento isolado", disse o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, a integrantes da comissão de defesa do Parlamento. "Tudo é possível: ataques aéreos, operações terrestres, operações especiais, tudo está na mesa. O que faremos, como faremos e o quanto faremos eles ainda irão sentir", disse Olmert, segundo um participante da reunião. Israel promoveu uma série de bombardeios entre a noite de domingo a as primeiras horas desta segunda. Uma instalação do Hamas foi atingida e cinco ativistas morreram, informou o grupo.
Num discurso a simpatizantes, Mahmoud Zahar, homem forte do Hamas em Gaza, ameaçou com ataques a locais ainda mais para dentro de Israel caso a ofensiva seja retomada. A jornalistas, Zahar reafirmou a prontidão do Hamas para negociar e afirmou estar em contato com uma terceira parte não identificada para discutir um cessar-fogo. Segundo ele, "se a agressão parar, a resistência também parará".