O governo de Israel decidiu manter a ofensiva contra o grupo palestino Hamas na Faixa de Gaza pelo quinto dia seguido ao não aceitar uma proposta de cessar-fogo de 48 horas proposto pela França. A decisão foi tomada no dia em que o número de mortes no lado palestino chegou a 393. Desde sábado, três israelenses civis e um militar também foram mortos por mísseis do Hamas. Os disparos do grupo palestino voltaram a atingir ontem cidades mais de 40 quilômetros da fronteira.
“Nós não lançamos a ofensiva contra Gaza para terminá-la com os foguetes ( do Hamas) ainda nos atingindo como antes. Israel conteve-se por anos e concedeu muitas oportunidades para que tivéssemos calma. Imagine se decretássemos um cessar-fogo e, alguns dias depois, foguetes atingissem Ashkelon (cidade israelense próxima a Gaza)?”, questionou o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert.
A proposta de cessar-fogo chegou a ser considerada na terça-feira, após conversa do ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, com o ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner. Mas, em reunião do gabinete de segurança de Israel, que envolveu Olmert, Barak e a ministra das Relações Exteriores, Tzipi Livni, foi decidido que a ofensiva continuaria. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


