O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje que seu governo está pronto para conceder prisioneiros em troca da soltura do soldado israelense Gilad Shalit, sequestrado há quatro anos. “O Estado de Israel está disposto a pagar um preço pesado pela libertação de Shalit, mas nós não podemos dizer que pagaremos qualquer preço”, afirmou. Netanyahu disse, na televisão estatal, que pode “libertar mil prisioneiros”, como parte de um acordo com o grupo islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza.

O Hamas quer trocar a libertação do soldado por centenas de prisioneiros, incluindo vários militantes de alto escalão, apontados como responsáveis pela morte de vários israelenses. Israel, porém, recusa-se a libertar alguns dos nomes da lista. “A decisão de libertar prisioneiros é difícil e complicada”, acrescentou Netanyahu. Segundo ele, vários prisioneiros libertados em acordos anteriores nos últimos 25 anos acabaram cometendo ataques que mataram pessoas, posteriormente. “Nós não estamos falando apenas de salvar pessoas, estamos falando sobre ameaçar pessoas”, afirmou o premiê.

O diálogo pela libertação de Shalit emperrou no fim do ano passado, quando Israel ofereceu, através de um mediador alemão, a libertação de cerca de mil prisioneiros. O Hamas, porém, nunca respondeu formalmente à proposta. Desde então, um lado culpa o outro pelo impasse. Na semana passada, Israel marcou o quarto ano da captura de Shalit. Frustrada com a situação, a família lançou uma campanha para pressionar o governo israelense a fechar um acordo. As informações são da Dow Jones.