Um assessor do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, negou nesta quarta-feira que o governo de Israel tenha oferecido asilo a Mubarak em fevereiro. A afirmação partiu do parlamentar israelense Binyamin Ben-Eliezer, que foi ministro da Defesa de Israel, general do exército (lutou nas guerras dos Seis Dias e Yom Kippur) e amigo de longa data de Mubarak. Ben-Eliezer, de 75 anos, disse à Rádio do Exército de Israel que sugeriu a Mubarak que o então governante egípcio cruzasse a fronteira e se refugiasse na cidade israelense de Eilat, na fronteira com o Egito no deserto do Sinai.

Ben-Eliezer disse que fez a sugestão ao seu amigo quando ele ainda era presidente do Egito, alguns dias antes do 11 de fevereiro. “Eu encontrei Mubarak em Sharm el-Sheikh e lhe disse que a distância até Eilat é muito curta e que talvez fosse a hora dele partir. Tenho certeza de que o governo de Israel aceitaria Mubarak, mas ele se recusou porque é um patriota”.

Ben-Eliezer disse que a sugestão não foi feita apenas por ele, mas também partiu de Netanyahu. Roni Sofer, um assessor de Netanyahu, negou com veemência. “O premiê nunca ofereceu asilo a Mubarak”, afirmou Sofer. Mubarak quase sempre manteve relações pacíficas com Israel. A derrubada do autocrata, após quase 30 anos de governo, aumentou a preocupação de Israel, que sempre viu Mubarak como uma fonte de estabilidade, que compartilhava interesses comuns com Israel, como a defesa contra o islã radical e a crescente influência do Irã na região. As informações são da Associated Press.