Guerra

Israel mata líder do Hamas em bombardeio em Gaza

Israel continuou o bombardeio aéreo sobre a Faixa de Gaza no ano-novo, ignorando a crescente pressão internacional por um cessar-fogo. Entre os alvos das bombas israelenses, estava a residência de um importante membro do grupo militante Hamas, Nizar Rayan. Segundo médicos, Rayan está entre os cinco mortos no bombardeio contra sua residência, que deixou outros 30 feridos. Após os ataques desta quinta-feira (1), um porta-voz do Hamas disse que o grupo aceitava “sob condições” uma proposta da União Européia (UE) por uma trégua com Israel em torno de Gaza.

“O Hamas aceita esta iniciativa sob a condição de que o agressor pare, que o bloqueio seja suspenso, que todas as passagens na fronteira sejam abertas e que receba garantia internacional de que o ocupante (Israel) não reinicie sua guerra terrorista”, disse o porta-voz Fawzi Barhum, num comunicado. “Um acordo de cessar-fogo deve ser parte de um acordo global, incluindo um cessar-fogo, a suspensão do bloqueio e a reabertura de todas as passagens na fronteira”, acrescentou.

O terminal de Rafah, na fronteira entre Egito e a Faixa de Gaza – a única passagem do enclave que não é controlada por Israel – não deve mais funcionar sob um acordo restrito de 2005, continuou o porta-voz. O acordo exige a presença em Rafah de observadores europeus, vídeos de supervisão de Israel e representantes da Autoridade Palestina do presidente Mahmud Abbas.

O presidente do Egito, Hosni Mubarak, citou a falta de observadores da UE e da Autoridade Palestina em Rafah desde que o Hamas tomou o controle da Faixa de Gaza, em junho de 2007, como justificativa para não abrir a fronteira para permitir que os palestinos fujam dos ataques das forças israelenses.

Um comunicado da UE divulgado após um encontro com os ministros de Relações Exteriores na terça-feira começava com uma exigência de uma parada “incondicional” dos ataques de foguetes do Hamas contra Israel. “Deve haver uma suspensão incondicional dos ataques de foguetes do Hamas contra Israel e um fim da ação militar israelense”, dizia a nota da UE.

Rayan era considerado um linha-dura dentro do grupo islâmico e foi morto com pelo menos outras quatro pessoas na casa em que morava com uma das quatro mulheres com as quais era casado, em Jabaliya, no norte da Faixa de Gaza, segundo os médicos. Ele é o membro mais importante do Hamas a ser morto desde que Israel iniciou o maior ataque aéreo contra o enclave no sábado, justificando a medida como uma resposta aos persistentes disparos de foguetes do território contra o sul do país.

Corpos

Minutos após o ataque, dezenas de pessoas correram para o local, tirando os corpos dos escombros. Esta foi a primeira vez que a aviação israelense teve como alvo a residência de um importante membro do Hamas. Poucos meses depois que o Hamas tomou o controle da Faixa de Gaza, em junho de 2007, Rayan prometeu num comício, na Cidade de Gaza, que o grupo também tomaria o controle a Cisjordânia, ainda ocupada por Israel, e que é administrada pelo Fatah, do presidente Abbas. As informações são da Dow Jones.

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