A polícia elevou o estado de alerta em todo território de Israel nesta terça-feira após os ataques a bomba contra diplomatas na Índia e na Geórgia. Autoridades também tentavam determinar se israelenses seriam o alvo de um possível ataque de um iraniano, que carregava explosivos e explodiu as próprias pernas em Bangcoc, capital da Tailândia.

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Segundo autoridades tailandesas, o iraniano foi responsável pelas três explosões em Bangcoc, que deixaram quatro pessoas feridas, incluindo o autor. O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Yigal Palmor, disse que não há sinais imediatos de que os alvos eram israelenses ou judeus “mas não podemos descartar essa possibilidade”.

Israel responsabilizou o Irã pelos ataques de segunda-feira na Índia e na Geórgia. Funcionários do governo disseram que os ataques, que tiveram como alvo diplomatas israelenses, foram apenas os primeiros de uma série contra alvos israelenses realizados pelo Irã e por seu aliado, o grupo libanês Hezbollah.

Já o Irã acusa os israelenses de estarem por trás de uma série de assassinatos de cientistas nucleares e de sabotagens em seu programa nuclear. Israel, assim como vários países ocidentais, acredita que o Irã tenha como objetivo a fabricação de armas nucleares.

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Em Israel, o porta-voz da polícia Micky Rosenfeld disse que a segurança foi reforçada em locais públicos, embaixadas e escritórios estrangeiros, assim como no aeroporto internacional Ben-Gurion. Segundo ele, as patrulhas foram intensificadas e a polícia foi instruída a permanecer especialmente vigilante.

Na Índia, os investigadores procuram o que chamaram de um assassino muito bem treinado, que estava numa motocicleta e colocou uma bomba com um ímã num carro diplomático de Israel em Nova Délhi, cuja explosão feriu quatro pessoas, um delas com gravidade.

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Israel enviou cientistas forenses para Nova Délhi para que participem da investigação, informou um graduado funcionário do governo. A embaixada negou-se a fornecer detalhes da investigação.

O Irã negou a responsabilidade pelo ataque na Índia, assim como o ataque frustrado contra um veículo diplomático na Geórgia, que parece refletir o método usado nos assassinatos de cientistas nucleares, pelos quais Teerã responsabiliza Israel.

Os ataques intensificaram as já altamente tensas relações entre Teerã e Israel. Israel não acredita nas afirmações iranianas de que seu programa nuclear tem como objetivo a produção de eletricidade e suas ameaças de um ataque militar tornaram-se mais ameaçadoras nas últimas semanas. As informações são da Associated Press.