O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que planeja formar as alianças para o novo governo dentro de duas a três semanas.

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O partido Likud, de Netanyahu, venceu as eleições parlamentares desta terça-feira e conquistou 30 dos 120 assentos do Parlamento, contra 24 para o principal adversário, o trabalhista União Sionista, liderado por Isaac Herzog. A decisão foi apertada, com as primeiras pesquisas de boca de urna apontando para um empate entre os dois partidos. Herzog admitiu a derrota e deu parabéns a Netanyahu, mas sinalizou que não iria juntar forças e que preferia ir para a oposição.

O presidente de Israel, Reuven Rivlin, irá se reunir com todos os dez partidos que entraram no Parlamento e ouvir recomendações de quem deverá participar do próximo governo.

Netanyahu concentrou sua campanha principalmente em questões de segurança, enquanto os seus adversários se comprometeram a resolver o alto custo de vida do país, acusando o líder de estar fora de contato com as pessoas comuns.

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“Contra todas as probabilidades, conseguimos uma grande vitória para o Likud”, disse Netanyahu. “Estou orgulhoso do povo de Israel, que soube distinguir entre o que é importante e o que é periférico, e insistir no que é importante”, acrescentou.

O retorno de Netanyahu ao poder para um quarto mandato provavelmente significa problemas para os esforços de paz no Oriente Médio, além de mais tensões com os Estados Unidos.

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Em uma inversão radical da política, Netanyahu disse que agora se opõe à criação de um Estado palestino, um dos objetivos políticos fundamentais da Casa Branca e da comunidade internacional. O primeiro-ministro também prometeu expandir a construção em áreas judaicas de Jerusalém Oriental, parte da cidade reivindicada pelos palestinos como sua capital. A comunidade internacional esmagadoramente apoia a criação de um Estado palestino na Cisjordânia, Jerusalém Oriental e na Faixa de Gaza, regiões capturadas por Israel em 1967.

No início deste mês, Netanyahu fez um discurso no Congresso dos Estados Unidos criticando um acordo nuclear entre os americanos e o Irã. Em Washington, o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, disse que Barack Obama estava confiante de que os fortes laços entre Israel e os Estados Unidos durariam muito além da eleição, independentemente do vencedor. Fonte: Associated Press.