Seis palestinos foram acusados em um tribunal de Israel neste domingo de escavar ilegalmente em busca de antiguidades em uma região deserta e afastada, onde os arqueologistas acreditam que estão enterrados os Manuscritos do Mar Morto, disse a Autoridade de Antiguidades de Israel.

As prisões ocorreram depois de uma operação que durou o ano inteiro que tinha por objetivo encerrar os saques no deserto judeu.

Uzi Rotstein, um inspetor de antiguidades de Israel, disse que localizou os saqueadores das supostas antiguidades por acaso, ao fim do mês passado. Ele estava no deserto treinando como voluntário em um grupo de resgate quando tirou foto de uma gruta a grande distância e notou que ela estava sendo vigiada por dois homens.

“Ninguém tem negócios a fazer naquela região em um sábado de manhã”, disse Rotstein.

Ele disse que os suspeitos desceram um precipício de 70 metros para alcançar o que é conhecido por arqueologistas como “Cave of the Skulls”, destruindo uma camada arqueológica na caverna de 5.000 anos.

Os suspeitos, que estão sob custódia policial, estavam carregando ferramentas de escavação e detectores de metal, entre outros utensílios.

Os Manuscritos do Mar Morto são os documentos bíblicos mais antigos do mundo. O descobrimento desses manuscritos em 1947 foi uma das maiores descobertas arqueológicas do século 20.