Grupos islamitas do norte do Mali, que estão há quatro dias sob bombardeios de aviões da França, prometeram se vingar da ofensiva ocidental com ataques em território francês e na África. “A França atacou o Islã. Nós vamos atingir o coração da França”, disse à agência France Presse por telefone Abou Dardar, líder do Movimento pela Unidade e Jihad na África Ocidental, conhecido como MUJAO, um braço da Al-Qaeda no Magreb islâmico.

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Perguntado sobre onde poderiam atacar, ele responder que “em qualquer lugar. Em Bamako, na África e na Europa”. O membro do MUJAO também se referiu aos oito reféns franceses, mantidos na região do Sahel. “Nós realizaremos um comunicado sobre os reféns hoje. A partir de hoje, todos os mujahedin estão juntos”.

A ofensiva francesa bloqueou o avanço das forças islamitas rumo à capital Bamako, segundo autoridades francesas. Os aviões ocidentais atingiram vários alvos nos territórios rebeldes da cidade de Gao e Kidal no domingo. Só na cidade de Gao, no domingo, foram mortos 60 islamitas, de acordo com os moradores da região e forças de segurança locais.

Apesar do ação bem sucedida, o ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, declarou que os soldados franceses encontraram uma grande resistência. “A situação… evolui favoravelmente”, Le Drian disse a repórteres, depois de um encontro com o presidente François Hollande. O ministro também afirmou que “um ponto difícil” permanece na região oeste da zona de combate, onde as forças francesas encontraram resistência de grupo munidos de armamentos pesados.

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Le Drian afirmou também que rebeldes, no leste do Mali, foram acuados e tiveram de recuar, acrescentando que eles podem ter deixado a cidade de Konna em direção a Douentza.

Mais cedo, nesta segunda-feira, um agente de inteligência do Mali informou que os pilotos franceses lançaram um ataque próximo a cidade de Diabali, no centro do país. A ofensiva marca o primeiro ataque na região central do país. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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