O governo iraniano negou hoje que tenha confiscado a medalha do Nobel da Paz da ativista pelos direitos humanos Shirin Ebadi. O país protestou contra a Noruega pela afirmação, informou a agência estatal Irna. Porém, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores aparentemente confirmou, implicitamente, que bens de Shirin Ebadi foram confiscados. O funcionário disse que esses bens estavam congelados por “recusa a pagar impostos”.

“Nós estamos surpresos por funcionários noruegueses tomarem uma posição tendenciosa, ignorando leis respeitadas por todos”, afirmou o porta-voz em um comunicado divulgado pela agência. “Nós protestamos contra tais atitudes.” Segundo o texto, os funcionários noruegueses estão “tentando justificar a negligência e a recusa das pessoas para pagar impostos sobre bens, e estão levantando dúvidas sobre os mecanismos legais dos países”.

A Noruega afirmou ontem que o Irã confiscou a medalha e o diploma da ativista, que ficavam em um cofre de um banco. O enviado do Irã em Oslo foi convocado para ser informado sobre o caso. Dois colegas de Shirin Ebadi confirmaram o confisco e disseram que a conta bancária onde foi depositado o prêmio dela também foi bloqueada. As informações são da Dow Jones.