Irã minimiza efeitos de veto a abastecimento de aviões

O ministro do Petróleo do Irã, Masoud Mirkazemi, disse hoje que o país pode substituir quase 75% da gasolina importada caso as sanções internacionais resultem em corte no fornecimento do derivado, informou o jornal “Financial Times”. Segundo o ministro, o Irã produz 44,5 milhões de litros de derivados de petróleo diariamente e importa 20 milhões de litros. Mas ele afirmou que as petroquímicas iranianas podem produzir mais 14,5 milhões de litros de combustível de alta octanagem, caso seja necessário.

Mais cedo, a agência iraniana de notícias Isna havia informado que aeroportos de Grã-Bretanha, Alemanha e Emirados Árabes têm se recusado a fornecer combustível para aviões de passageiros iranianos após as sanções unilaterais impostas pelo governo dos Estados Unidos. Já a agência de notícias oficial Irna afirmou, em outra reportagem, que os aeroportos do Kuwait também se recusaram a fornecer combustível para aviões iranianos de passageiros.

Apesar da notícia de corte, a Abu Dhabi Airports, empresa que opera os aeroportos nos Emirados Árabes Unidos, informou nesta segunda-feira que continua a oferecer seus serviços, dentre eles o abastecimento de combustível, aos aviões de passageiros iranianos e que não está ciente da proibição imposta ao fornecimento de combustível aos voos iranianos. “A Abu Dhabi Airports Company e todos os nossos aeroportos não estão cientes de qualquer proibição imposta ao abastecimento dos voos iranianos”, afirmou a empresa em comunicado. “Nós temos contratos com empresas aéreas iranianas que continuarão a valer normalmente e seus aviões receberão serviços quando necessários em nossos aeroportos, dentre eles o reabastecimento.”

Sanções

Na quinta-feira, o presidente dos EUA, Barack Obama, sancionou uma lei com as mais duras sanções já impostas contra o Irã. Segundo Obama, as sanções vão prejudicar a capacidade do Irã de financiar seu programa nuclear. As medidas, que se somam às que haviam sido impostas pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pelos países europeus, têm como objetivo sufocar o acesso do Irã a importações de refinados de petróleo como gasolina e combustível de aviação, além de restringir o acesso do país ao sistema bancário internacional.

As potências mundiais, lideradas pelos Estados Unidos, suspeitam que o Irã quer fabricar armas nucleares sob o disfarce de um programa atômico civil. O Irã, porém, afirma que seu programa nuclear tem somente propósitos pacíficos. As informações são da Dow Jones.

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