Guardas da segurança da Embaixada da Turquia em Israel capturaram um palestino que invadiu o local hoje, informou o Ministério das Relações Exteriores turco, em comunicado. O agressor, ferido a tiros, ainda está dentro do prédio, seis horas após ter invadido a embaixada. Funcionários turcos mantém a polícia de Israel e os serviços de emergência fora do local.

“Nossos guardas da embaixada neutralizaram o indivíduo quando ele tentava tomar o vice-cônsul como refém, após ter gritado que queria asilo na Turquia”, informa o comunicado, acrescentando que o invasor tinha uma faca, uma pistola, que mais tarde se descobriu ser um brinquedo, e um galão de gasolina.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmor, identificou o invasor como o palestino Nadim Injaz, da cidade de Ramallah, na Cisjordânia. Um repórter da Rádio Israel, que estava no local, disse mais cedo que equipes de resgate com macas tentaram entrar na embaixada, mas foram embora sem retirar nenhum ferido.

O jornalista da rádio disse que funcionários turcos não permitiam a entrada da polícia israelense ou de equipes de resgate no prédio. “Nós sabemos que há uma pessoa levemente ferida”, disse Eli Binn, do serviço de resgate, ao Canal 10.

O jornal israelense Maariv informou que o homem ligou para o jornal, identificando-se como um palestino que pediu asilo na embaixada da Grã-Bretanha, em Tel-Aviv, em 2006. Ele disse ainda possuir um líquido inflamável e ameaçou: “Vou matar qualquer judeu que entrar”. Ele disse que estava pedindo proteção contra “esses assassinos, os sionistas, os assassinos judeus”. Injaz também disse que os líderes palestinos, incluído o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, “deveriam morrer”.

O advogado Shafik Abuani disse à Rádio Israel que conversou três vezes com o homem pelo telefone, tentando acalmá-lo. Ele disse que Injaz ameaçou queimar a embaixada se não recebesse asilo. Não ficou claro que tipo de relação o advogado tem com o agressor. Abuani disse que Injaz exigiu ser enviado para a Turquia e que ele era perseguido pelo Shin Bet, o serviço de segurança interno de Israel.

A Turquia retirou seu embaixador de Tel-Aviv após o ataque israelense a uma flotilha turca que se dirigia para a Faixa de Gaza no dia 31 de maio, quando nove ativistas foram mortos.