Invasão a armazém deixa 8 mortos nas Filipinas

Oito pessoas morreram durante a invasão de um armazém de arroz na cidade de Tacloban, a mais atingida pelo tufão Haiyan, informa a rede britânica BBC. O fato de milhares de pessoas terem ocuparam o local em busca de alimentos destaca a necessidade urgente dos sobreviventes por comida, água e medicamentos.

As pessoas morreram após a queda de uma parede durante a invasão, ocorrida na terça-feira, informou o porta-voz da Autoridade Nacional Alimentar, Rex Estoperez. Segundo ele, os invasores levaram cerca de 100 mil sacas de arroz do local.

Desde a passagem do tufão, pessoas têm invadido casas e lojas em busca de comida, água e outros bens. As autoridades lutam para conter os saques e há relatos não confirmados da participação de gangues armadas em alguns desses episódios.

Após cinco dias da passagem do tufão, que recebeu o nome de Yolanda no país, as operações de distribuição continuam lentas. Mais dois aeroportos da região foram reabertos, o que permite que mais ajuda chegue por via aérea.

Mas uma quantidade mínima de água e comida está chegando às vítimas de Tacloban, que fica na ilha Leyte, e em regiões próximas em razão da falta de caminhões e vias bloqueadas.

“Há um certo congestionamento para receber as coisas aqui, para ser absolutamente honesto”, disse Sebastian Rhodes Stampa, do Escritório para Coordenação de Assuntos Humanitários da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Muitos agentes de segurança tem chegado nos últimos dias, mas ao chegarem enfrentam o desafio real em termos logísticos, para levar os materiais para fora daqui, para distribui-los na cidade e fora dela”, declarou ele no aeroporto de Tacloban. “A razão para isso é essencialmente que não há caminhões e as estradas estão fechadas.”

Um navio norueguês com suprimentos partiu para Manila e um avião da Força Aérea australiana decolou de Camberra com um grupo de profissionais da área da saúde. Navios britânicos e norte-americanos também estão a caminho.

No aeroporto de Tacloban, clínicas improvisadas foram montadas e milhares de pessoas buscam vagas em aviões para deixar o local. Um médico disse que os primeiros antibióticos e anestésicos chegaram na terça-feira.

“Até então, os pacientes tiveram de aguentar a dor”, disse o doutor Victoriano Sambale.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região!
Seguir no Google
Voltar ao topo
O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Ao comentar na Tribuna você aceita automaticamente as Política de Privacidade e Termos de Uso da Tribuna e da Plataforma Facebook. Os usuários também podem denunciar comentários que desrespeitem os termos de uso usando as ferramentas da plataforma Facebook.