O líder de uma organização que se opõe à caça de baleias está sendo procurado pela polícia internacional, afirmou nesta sexta-feira a Guarda Costeira japonesa. Alegando que ele planejou um bloqueio da missão japonesa de caça na região da Antártida, o Japão pediu à Interpol que coloque Paul Watson na lista de pessoas procuradas internacionalmente.

O Japão acusa a organização Sea Shepherd, sediada nos Estados Unidos, de pôr em perigo a vida dos caçadores durante a temporada anual de caça no Antártico. Watson, um canadense de 59 anos, está na lista da Interpol desde quarta-feira, afirmou um porta-voz da Guarda Costeira japonesa. Segundo ele, não se sabe qual é o paradeiro do ativista. Funcionários do Sea Shepherd não comentaram o assunto.

A cada ano, o Sea Shepherd tenta impedir que os japoneses prossigam com a caça de baleias, realizada no âmbito de uma exceção prevista na moratória da caça imposta pela Comissão Internacional da Baleia (CIB) em 1986. A Guarda Costeira japonesa já tem em suas mãos uma ordem de prisão contra Watson, emitida por uma corte em abril, vinculada ao julgamento de outro ativista acusado de obstruir a caça no Antártico. Promotores japoneses acusam Watson de ter ordenado que Peter Bethune abordasse o navio Shonan Maru 2, destinado à caça de baleias, em fevereiro.

Watson nega ter envolvimento com o caso. Bethune foi acusado de posse ilegal de uma propriedade, vandalismo, posse de uma faca, obstrução comercial e agressão. O ativista da Nova Zelândia declarou que era culpado de todas as acusações, exceto agressão. Os promotores pediram dois anos de prisão para Bethune este mês, na última sessão do julgamento, que ainda prossegue. O veredicto deve ser divulgado em 7 de julho. Nenhum dos membros do Sea Shepherd, entre eles Watson, compareceu ao julgamento.