Uma das integrantes da banda russa de punk rock Pussy Riot foi hospitalizada nesta terça-feira, no sétimo dia de uma greve de fome realizada em protesto contra o que considera ser uma campanha de perseguição contra ela.

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Maria Alekhina foi transferida para um hospital da colônia prisional da cidade de Berezniki, nos Montes Urais, informou à Associated Press Pyotr Verzilov, que visitou a colônia nesta terça-feira. Ele é marido de uma das companheiras de banda de Alekhina.

A greve de fome teve início da quarta-feira, depois que ela ter sido impedida de participar de sua própria audiência de fiança. O tribunal, que fica do outro lado da rua da colônia penal, negou sua libertação.

As três integrantes da banda – Alekhina, Nadezhda Tolokonnikova e Yekaterina Samutsevich – foram condenadas no ano passado por “vandalismo motivado por ódio religioso” por um protesto improvisado contra Vladimir Putin no interior da principal catedral de Moscou.

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Posteriormente, Samutsevich foi libertada após apelar da sentença. No mês passado, um tribunal da província de Mordovia negou fiança a Tolokonnikova, que é casada com Verzilov.

Em carta datada de segunda-feira e publicada por seus advogados, Alekhina disse que as autoridades prisionais tentam colocar as demais detentas contra ela ao intensificar a segurança antes de sua audiência de fiança.

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Anteriormente, as presidiárias podiam entrar e sair livremente de seus locais de trabalho, mas agora elas têm de esperar até uma hora pela escolta dos guardas, informou a advogada de Alekhina, Irina Khrunova. A espera impede cuidados médicos imediatos quando as detentas se ferem durante a confecção de uniformes. As informações são da Associated Press.