Insurgentes islâmicos se retiraram de áreas próximas ao palácio presidencial da Somália hoje, um dia após os combates que deixaram dezenas de pessoas mortas e 150 feridas, informaram fontes locais. Disparos ainda eram escutados nesta segunda-feira em Mogadíscio, mas os insurgentes islâmicos e os soldados do governo voltaram às suas posições. O porta-voz dos militares somalis, Farhan Asanyo, disse que o governo optou por uma retirada estratégica. “Ao invés de promover uma caça e fazer com que eles se dispersem na comunidade, nós preferimos que nossos inimigos venham e nos enfrentem em combate, assim eles terão o gosto da morte, como aconteceu ontem”, disse Asanyo.
Nos combates do domingo, pela primeira vez os soldados da União Africana (UA) participaram da luta ao lado do governo somali. Os soldados da UA tiveram que intervir quando a luta chegou a apenas 1 quilômetro de distância do palácio presidencial, disse o vice-prefeito de Mogadíscio, Abdifitah shawey. Os 4.300 soldados da UA estão na Somália em missão de paz e geralmente evitam se envolver nas batalhas entre governo e insurgentes para preservar o caráter neutro da missão. Insurgentes islamitas que supostamente têm laços com a rede terrorista Al-Qaeda intensificaram seus esforços para capturar Mogadíscio, após um líder exilado ter voltado à Somália em abril e ter unificado várias facções em uma aliança.
Não existem números claros sobre as baixas do domingo. Os dados oficiais sobre mortos e feridos não são confiáveis e ambas as partes já manipularam números no passado. Shawey disse que três soldados do governo foram mortos. Já o comandante militar do governo, Salad Ali Jelleh, disse que 40 insurgentes foram mortos, mas não especificou como os corpos foram identificados.


