A ex-senadora colombiana Ingrid Betancourt pediu nesta segunda-feira (7) ao presidente de seu país, Álvaro Uribe, que atenue "sua linguagem de ódio radical e extremista" contra os rebeldes que a mantiveram em cativeiro durante mais de seis anos. A declaração foi feita em uma entrevista à Rádio França Internacional. A ex-senadora, libertada na semana passada, fazia campanha à presidência do país sul-americano quando foi capturada pelos rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), em 2002.
Ingrid elogiou os esforços de Uribe para que fosse libertada, mas advertiu: "Uribe, e não apenas ele, mas toda a Colômbia, devem corrigir algumas coisas. Chegamos a um ponto no qual devemos mudar o vocabulário radical, extremista, de ódio, de palavras muitos fortes que ferem de maneira íntima o ser humano".
Recentes pesquisas de opinião revelaram que Ingrid tem alto nível de popularidade, mas muitos colombianos consideram-se alheios à política. "Isso faz com que deseje servir à Colômbia com todo meu coração, mas ainda é cedo demais para falar nessas coisas", disse ela à rádio francesa. Questionada sobre a possibilidade de Uribe buscar um terceiro mandato, como vem sendo cogitado na política colombiana, Ingrid devolveu perguntando: "Por que não?


