Indonésia critica Arábia Saudita por resposta ao desastre no hajj

A Indonésia criticou a resposta lenta da Arábia Saudita ao desastre ocorrido durante a peregrinação do hajj, perto de Meca. Segundo o governo indonésio, seus diplomatas só receberam acesso total aos mortos e feridos dias após o incidente, um corre-corre que resultou em centenas de mortes.

As críticas da Indonésia, o país muçulmano mais populoso do mundo, são divulgadas após as autoridades do país, bem como da Índia e do Parlamento, dizerem que autoridades sauditas entregaram aos diplomatas cerca de 1.100 fotos daqueles mortos no desastre da semana passada.

O Ministério da Saúde saudita divulgou seu último balanço sobre o caso no sábado, contabilizando 769 mortes e 934 feridos na confusão. Autoridades sauditas disseram hoje que esse número continua valendo, mas que novas mortes podem ser anunciadas por autoridades da defesa civil do país.

Autoridades sauditas disseram que o desastre começou quando duas grandes ondas de peregrinos se chocaram, em uma rodovia estreita na quinta-feira, nos dias finais da peregrinação anual do hajj em Mina, perto da cidade sagrada de Meca. O Irã criticou duramente o governo saudita pelo caso e há protestos diários na embaixada saudita em Teerã. O desastre deixou pelo menos 239 fiéis iranianos mortos, com outros 241 desaparecidos, segundo a imprensa estatal iraniana.

A Arábia Saudita lançou uma investigação sobre o caso. O governo egípcio disse que havia 74 cidadãos do país entre os mortos. O hajj neste ano atraiu cerca de 2 milhões de peregrinos, de 180 países. Fonte: Associated Press.

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