Igreja cubana critica permissão para mudança de sexo

A Igreja Católica cubana manifestou-se nesta terça-feira (24), através de uma revista religiosa, contra operações de mudança de sexo, autorizadas recentemente no país.

Um artigo da revista Palavra Nova declarou que a autorização de mudança de sexo constitui uma "mensagem que parece estremecer os cimentos sociais, os valores familiares e colocam em risco a inocência dos cidadãos mais jovens e vulneráveis".   

A mudança de sexo passou a ser permitida em 6 de junho e os cubanos que quiserem ser operados devem fazê-lo através do Centro Nacional de Educação Sexual, dirigido por Mariela Castro, filha do presidente cubano, Raúl Castro. 

Para a revista católica, os cubanos "caminham no fio da navalha quando, através das instituições estatais, se promovem programas que podem derrubar os fundamentos da sociedade".

A publicação afirmou que "a conduta homossexual não é nova, mas a agenda internacional que promove todos os níveis de homossexualismo, sim". 

"Respeito à pessoa homossexual, por sua condição de pessoa, sim; converter o programa em uma prioridade do Estado quando existem outras urgências, não", escreveu a revista.

O artigo pediu ao governo de Cuba que promova "com maior e mais evidente força o valor da família como instituição" e propôs o fortalecimento da ajuda social para "trazer e manter filhos, necessários em um país que envelhece aceleradamente".

A igreja também pede que as autoridades "coloquem um fim a tanta oportunidade para a promiscuidade sexual e o vício, de onde surgiram condutas homossexuais para jovens que nunca pensaram em sê-lo". 

"Se a norma na sexualidade é a diversidade, então, quando aprovaremos a poligamia, o incesto, as casas de troca de casais e outras ‘diversidades sexuais’?", questionou a revista.

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