Centenas de milhares de iemenitas fizeram manifestações em quase todas grandes cidades do país nesta terça-feira (14), exigindo julgamento para a família e assessores próximos do presidente enfermo Ali Abdullah Saleh.

Foram os maiores protestos desde que Saleh saiu do país para realizar tratamento médico por causa de ferimentos causados num ataque ao seu palácio. Alguns integrantes de sua família e assessores próximos ficaram para trás e o Iêmen continua preso a uma disputa de poder entre os aliados do presidente e líderes tribais que reivindicam o fim do regime de quase 33 anos.

Em Washington, o coordenador de contraterrorismo do Departamento de Estado, Daniel Benjamin, disse que os Estados Unidos estão preocupados com a possibilidade da agitação no Iêmen alimentar as conexões entre os militantes ligados à Al-Qaeda do país e os insurgentes do grupo extremista al-Shabab na Somália.

Benjamin disse que os insurgentes no Iêmen estão tentando tirar vantagem da turbulência no país e agem mais abertamente, com a chance de conquistar e manter mais territórios.

Moradores de Shabwa, um dos redutos da Al-Qaeda no sul do Iêmen, relataram o aumento da presença de aviões não-tripulados dos EUA, sugerindo que os americanos estão supervisionando a situação de perto.

A CIA tenta agilizar a construção de uma base no Golfo Pérsico para seus aviões não-tripulados, mas o processo está sendo atrasado por problemas logísticos, disseram oficiais americanos. Falando sob anonimato, eles disseram que a base ainda vai demorar oito meses para ser terminada.

O enviado do secretário geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Gamal bin Omar, chegou a Sanaa hoje e terá uma reunião com o presidente em exercício. Trata-se da terceira visita de Omar desde o início da crise, em fevereiro. As informações são da Associated Press.