Milhares de cidadãos do Iêmen participaram de um protesto neste domingo na capital do país, Sanaa, para pedir que o presidente Ali Abdullah Saleh seja levado a julgamento, enquanto uma renovada batalha entre as forças tribais e grupos leais ao governo emergiu, um dia depois de 20 pessoas morrerem em conflitos similares.

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Os novos confrontos eclodiram no bairro Hassaba, onde Saleh vive, disseram moradores.

Cinco manifestantes foram feridos quando a marcha deixou a praça Change, o epicentro dos protestos antigoverno, e ficaram sob fogo depois de atingir uma zona controlada por forças do presidente, afirmou um correspondente da AFP.

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Um homem foi morto e seis transeuntes foram feridos por balas perdidas, aparentemente, em um bairro próximo, disse um médico.

“Saleh e seus assessores devem ser levados a julgamento sem garantias e imunidade”, gritavam os manifestantes, após o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovar na sexta-feira uma resolução pedindo que ele assinasse imediatamente um acordo de renúncia mediado no Golfo.

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Saleh exigiu garantias dos EUA e da Europa para um calendário a fim de implementar um acordo proposto pelo Conselho de Cooperação do Golfo, em uma aparente tentativa de evitar a pressão internacional para assinar a renúncia.

Os conflitos armados entre forças rivais e milícias aumentaram nas últimas semanas, intensificando os temores de que a contínua recusa de Saleh em renunciar levará o empobrecido Iêmen para uma guerra civil. As informações são da Dow Jones.