Mais de dois meses após o desaparecimento de 43 estudantes no México, o corpo de um dos jovens foi identificado a partir de restos carbonizados encontrados perto de uma caçamba de lixo, informaram familiares da vítima e autoridades mexicanas no sábado.

Apesar de não ter sido feito um anúncio oficial, parentes e amigos dos jovens da Escola Normal Rural de Ayotzinapa afirmaram que os especialistas confirmaram a identidade do estudante Alexander Mora, um jovem camponês. As famílias foram informadas na noite de sexta-feira por uma equipe de especialistas forenses argentinos que trabalham no caso e pelo escritório do procurador geral do México.

No sábado, os pais de Mora estiveram acompanhados pela comunidade escolar na região onde moram, no estado de Guerrero, no sul do país. O líder estudantil Omar García afirmou que a família recebeu a notícia “com muita coragem, com muito valor e com muita dignidade e determinação”.

A identificação confirmou o que o procurador-geral, Jesús Murillo Karam, afirmou aos pais em novembro, que os estudantes sequestrados em um conflito com a polícia foram assassinados e incinerados por um grupo de narcotraficantes.

Os estudantes desapareceram em 26 de novembro após vários ataques da polícia local em que morreram três alunos e três civis na cidade de Iguala, no estado de Guerrero. O caso alcançou grande repercussão. Dezenas de milhares de pessoas foram às ruas nas últimas semanas pedir justiça, além da renúncia do presidente Enrique Peña Nieto. No Sábado, os protestos continuaram. Milhares caminharam na Cidade do México, com gritos de “justiça” e “fora Peña”. Fonte: Associated Press.