O subsecretário de Estado norte-americano para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Arturo Valenzuela, disse hoje que o novo governo de Honduras está dando passos corretos para voltar a fazer parte da Organização dos Estados Americanos (OEA) e recuperar o crédito internacional. O país sofreu várias sanções por causa do golpe de Estado do ano passado.

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“Vemos com satisfação que Honduras está encaminhada na direção necessária efetivamente para voltar ao seio da OEA e ter o reconhecimento dos países em nível mundial, com o restabelecimento de sua democracia”, afirmou Valenzuela, após participar em um foro sobre economia e política em Madri.

Honduras foi expulsa da OEA após o golpe militar de junho de 2009, que depôs o então presidente Manuel Zelaya. Os Estados Unidos e a União Europeia (UE) também romperam relações com o país centro-americano.

Valenzuela notou que o novo presidente, Porfirio Lobo, montou um governo de unidade nacional. Ele pediu que Lobo cumpra o acordo negociado entre Zelaya e o governo de facto, encabeçado por Roberto Micheletti.

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Comissão da verdade

O subsecretário norte-americano pediu uma comissão da verdade a fim de esclarecer os fatos e dar elementos para que ocorram reformas em Honduras. O acordo prevê essa comissão, não com o objetivo de punir os responsáveis, mas sim para determinar mudanças institucionais necessárias para evitar novos golpes.

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Lobo assumiu em 27 de janeiro, após vencer eleições realizadas no fim do ano passado. Boa parte da comunidade latino-americana e europeia ainda não reconhece o resultado dessas eleições, que já estavam marcadas antes do golpe, mas ocorreram sob o governo de Micheletti. O Brasil, por exemplo, não reconheceu o pleito.

Apesar disso, Valenzuela disse que os EUA sempre interpretaram as eleições como parte da solução, e nunca do problema. Ele lembrou que as eleições haviam sido convocadas antes do golpe, portanto não foram uma atitude posterior para legitimá-lo.